domingo, 22 de maio de 2011

Um bate-volta à Sorrento!

Sorrento, ponto de encontro dos milionários!

Coppins Track, o caminho do paraíso...

Mário, em Saint Pauls Beach

As rochas, as gaivotas e o mar bicolor

Sorrento Back Beach

Visual de cair o queixo...

Jubilee Point, o auge do passeio!

Pôr do sol no Coppins Lookout, em Sorrento Back Beach, pra fechar o dia!
Não, não fiz um bate e volta para a Itália neste final de semana. A pequena cidade de Sorrento que visitei fica 112 kms ao sul de Melbourne. E não deixa muito a desejar à sua  homônima, que vive sob a sombra do Vesúvio, às margens do Mar Tirreno, na deslumbrante Costa Amalfitana.


A Sorrento que conheci fica numa estreita linha de terra da Mornington Peninsula, entre a baía de Port Phillip ao norte e o mar aberto do estreito de Bass ao sul. Ela não se construiu com as pegadas do Império Romano, mas suas areias ostentam também um passado histórico. Foi ali, aonde os colonizadores britânicos primeiro se estabeleceram no estado de Victoria. Em homenagem a estes colonizadores, monumentos, ruas e trilhas foram batizados com seus nomes. E foi por estas trilhas com nomes de figuras do passado, que desvendamos, eu e o Mário, o presente de Sorrento.

O acesso à Sorrento se dá pela Ocean Road, que fica ao final da Ocean Beach. Um pequeno boulevard charmoso, cheio de lojas, pousadas, cafés e restaurantes caros constituem a principal rua da cidade. É por lá que desfilam em suas Ferraris e Lamborghinis, os milionários do estado. Com suas Louis Vuitton à tiracolo, eles se reúnem para jogar golfe, fazer compras, passear em seus iates e degustar vinhos raros. Já os que não têm este perfil, chegam de ônibus e se entretêm com as riquezas naturais da região, explorando as trilhas e praias desertas, com sanduíches na mochila para passar o dia...




Para chegar à Sorrento, sem ser em alto estilo, toma-se o metrô na estação de trem Souh Yarra, em Melbourne até Frankenston. Da plataforma cinco, toma-se o ônibus 788, que tem uma parada na própria Ocean Road; depois de duas horas nos coletivos é só descer a ladeira e seguir a placa para Sorrento Back Beach. É ela a primeira e mais popular praia da cidade. De lá saem as trilhas que dão acesso às outras praias, estas sim, desertas e bastante selvagens. As trilhas são todas bem sinalizadas e conservadas, mas devem ser percorridas à luz do dia, porque não há iluminação pública.

A Coppins Track é a trilha que conduz às mais belas praias e vistas da costa. São 3 quilômetros de caminhada para ver as lindíssimas praias de St Pauls e Diamonds Bay, e perder de vez o fôlego no Jubilee Point, um braço de encosta que se lança pelo mar, de onde se tem uma vista completa de toda a baía. O que caracteriza o cenário de sonho do lugar são as espetaculares formações rochosas no meio do mar; não ilhas, apenas rochas, ocre, redutos de gaivotas, banhadas constantemente por ondas raivosas, num contraste de cores que já inspirou muitos quadros famosos.

Passamos lá, boquiabertos, nosso sábado de sol. Neste dia, se o mundo tivesse acabado mesmo, como previam alguns, teríamos morrido realizados, talvez já pressentindo o paraíso...
Mágico: o fim do arco-íris, no meio do mar!
Jubilee Point, um pedacinho do céu na Terra:

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