domingo, 27 de março de 2011

O jeitinho brasileiro e o GP da Austrália: como assisti à corrida na faixa!

Jeitinho Australiano de ver o GP...
Jeitinho Brasileiro de ver o GP!
E nós demos a largada!

As carroças indo pra revisão depois da corrida
Pódium verde e amarelo!

Show entre os vips...

Piloto indiano? Saiu em tanta foto...

Quando assisti ao GP de Interlagos em 2010, tive certeza de que nunca mais assistiria a outra corrida de F1. Tablados sujos, banheiros químicos, tarados e bêbados à solta nas arquibancadas e barulho ensurdecedor não compensam a torcida por Barrichello ou Massa (talvez compensassem por Senna...). Mas um ano se passou, e aqui, do outro lado do mundo, começou a me dar uma coceirinha pra assistir ao GP da Austrália.

Não sei se foi o barulho dos motores nos treinos, repercutindo pela cidade por três dias, cobiçando minha imaginação; ou se foi a multidão que baixou em Melbourne de repente para assistir à corrida; nem mesmo se foi uma vontade de dar ao esporte uma segunda chance, para apagar a má impressão da primeira experiência. O fato é que no domingo de sol que fez dia 27 de março de 2011, eu e o Mário estávamos inconformados de não ir assistir ao Grande Prêmio.

No mesmo dia e horário, acontecia um Festival Multicultural muito interessante na sempre animada Federation Square, com shows de artistas internacionais, barraquinhas de comidas étnicas, performances teatrais, etc. Estávamos os dois curtindo o festival, quando próximo às cinco da tarde, horário da bandeirada, vimos um imenso avião da Qantas sobrevoando muito baixo, o Albert Park, onde fica o autódromo. “Foi um sinal”, pensamos. A Qantas é a patrocinadora oficial do evento e foi ela, que nos conduziu de SP à Melbourne, que nos conduziu também ao GP da Austrália.

Deslumbrados com a visão daquele gigante cortando o disputado céu de Melbourne, entre os arranha-céus, nós decidimos mandar o festival pro espaço e correr em busca do primeiro tram que víssemos para chegar ao Albert Park. Assim que descemos, fomos tomados pela adrenalina da algazarra dos motores e acompanhamos as primeiras voltas fazendo o “circuito dos muquiranas”, pelo lado de fora do autódromo. Mas não estávamos sozinhos, centenas de pessoas faziam o mesmo e se espremiam em varandas, janelas e sobre as árvores em busca de uma fresta no alambrado, que permitisse enxergar alguma coisa.

Mas de que adiantaria carregarmos o “carma” de sermos brasileiros se não houvesse alguma compensação? Cansados de fazer acrobacias entre arames farpados e tocos de árvore, fomos tomados pelo “jeitinho brasileiro” e passamos na frente da concorrência, direto pra dentro do autódromo. Bastou fazer um olhar do “gato de botas” pro guardinha na entrada do Grand Prix e dizer que não havia mais ingressos pra comprar, que em um segundo estávamos junto com os Vips, vendo a corrida de camarote! Ok, nossa cara de pau não foi tão grande assim, mas circulamos por quase tudo e tivemos uma excelente visão da corrida.

Nada de banheiros químicos, nada de bêbados ou tarados; o GP de Melbourne é 100% civilizado e emocionante! Como o autódromo é dentro de um parque, no entorno da pista são montados shows, parque de diversões, barraquinhas de comidas, bebidas e de merchandise das marcas. Ressalto, tudo limpo, bonito e organizado!

Terminada a prova, nós e uma multidão pulamos a cerca que separa a arquibancada da pista e percorremos todo o trajeto da corrida! Vimos os carros batidos sendo guinchados, os carros vencedores entrando nos boxes para a revisão, celebrities da F1 dando autógrafos e, de quebra, ainda assistimos a um show de rock entre os descolados do pedaço!

No fim, Vettel venceu, Massa chegou em sétimo e Barrichello abandonou a prova. Mesmo assim, consideramos o pódio verde e amarelo, porque depois desta experiência incrível patrocinada pelo nosso “jeitinho brasileiro”, eu e o Mário nos demos por vencedores!

5 comentários:

Anônimo disse...

Que demais, Marina! Vocês estão se superando a cada bolsa do Mario! Ele está ótimo na largada! De onde descolaram uma bandeira do Brasil? Festa total! Dá até uma sensação de que a gente também participou dessa aventura. Melbourne devia ganhar um prêmio da OMS como antídoto contra a depressão, o tédio, o dolce far niente. Porque vai ter agenda cheia assim, hein? Bom pro cês, bom pra nós, que vamos vendo e aprendendo.
Um beijão!
YBM

Lorena disse...

Incrivel! é o bom jeitinho brasileiro e esse rabo imenso que vcs tem!
E esse país aí vivem em festa?
bjo
lorena

Marina disse...

Pois é, pegamos o jeito de "ciganar" e a cada vez descobrimos mais coisas interessantes pra fazer; claro que o rabo sempre ajuda! rsrs

Quem escreveu que Paris era uma festa não deve ter conhecido Melbourne; isso sim é que é festa!

Julio Mourão Monnerat disse...

Marina, minha prima viajandona! Vocês são largos demais! Ou então passaram tanto tempo na Inglaterra que ganharam genes reais. Vai ser quatro folhas assim lá na Austrália, sô!
Beijim do mineirim em Toronto!
Julim

Marina disse...

Julim!! Adquirimos genes reais? Essa foi ótima!! Agora, o que seria ser "quatro folhas"? rsrsrs
Bjs paulistinhas da Austrália!