terça-feira, 9 de agosto de 2011

Manly, um encontro com o Divino!

A vista do Ferry para Manly já antecipa a beleza do passeio...

Agito na chegada no centro de Manly!

A praia central, reduto do surf e da paquera!

Piscina pública com água do mar!

A caminho de Shelly Beach, uma das 18 praias de Manly!

The bird, the boat and the blue...

As melhores trilhas do mundo!

Alerta: morcegos e raposas na área; dogs, cats & bikes not allowed!

The Hanging Swamp, um mangue hipnotizante!

Os penhascos de Manly!

À procura de golfinhos...

Ao fundo, o centro de Manly; adiante, Sydney!

No topo da trilha, o infinito!

Pôr do sol em Shelly Beach, pra encerrar o dia no céu!

Um dos programas absolutamente imperdíveis para quem vai para Sydney é fazer uma day trip para Manly! Para chegar lá é preciso tomar o Ferry Circular Quay, no píer 3 de Sydney. Quem tem o passe Mymulti 1, não precisa pagar nada, só validar o tíquete na catraca. A viagem leva meia hora, e a travessia da Jackson Harbour já anuncia um passeio inesquecível.


Cercada de água por três lados, Manly é o destino preferido da maioria dos moradores de Sydney! E não é para menos; são 18 praias paradisíacas, quase intocadas pelo homem, cercadas de natureza por todos os lados. As praias são interligadas por estradas e trilhas, trilhas que são consideradas as melhores do mundo pelos andarilhos. Tendo me embrenhado por muito mato nessa vida, confirmo que de fato, as caminhadas são inacreditavelmente bem estruturadas.


O ideal para quem vai à Manly é chegar bem cedo, curtir um pouco a praia central, onde fica todo o comércio, a piscina pública, os restaurantes e cafés e rumar para as trilhas. O trajeto mais interessante de se fazer passa por dentro do chamado North Head Sanctuary. O local onde hoje é um parque ecológico protegido, foi até pouco tempo uma escola de artilharia, onde militares moravam e treinavam para batalhas. Depois de desativada a base militar, decidiu-se liberar a região para o público e essa foi a coisa mais sensata a se fazer, porque não seria justo manter este tesouro para usufruto privado.


As paisagens são deslumbrantes, a vegetação parece ter sido fruto de um projeto paisagístico, e não obra do equilíbrio natural. Animais selvagens também habitam a região, eventualmente fazendo uma aparição surpresa, como os coelhos e pássaros diferentes que flagrei enquanto caminhava de boca aberta. Vestígios do passado aborígene estão presentes ao longo das trilhas, em inscrições nas rochas e em locais protegidos, onde eles enterravam seus mortos. A base militar ainda existe, abandonada e em ruínas em alguns trechos, mas a intenção é que sejam recuperadas e se tornem centros de educação e pesquisa ambiental no futuro.

Enquanto isso não acontece, os andarilhos exploram a região com seus mapas recém-adquiridos no centro de visitantes do santuário (onde dois velhinhos simpáticos dão informações), sem pressa, nem preocupação em se perderem. Isso porque os caminhos são bem delimitados, há indicações a cada 100 metros, bebedores e banheiros em pontos estratégicos. A caminhada pelo parque pode levar até quatro horas, dependendo do ponto que se pretende alcançar. Mas o tempo voa nessas caminhadas e com tanta coisa para ver, é preciso prestar atenção ao relógio para não acabar caminhando no escuro depois...


Rochas gigantes se acumulam formando penhascos em frente ao mar turquesa sem fim e servem de mirante para os que procuram por baleias e golfinhos, ou mesmo pelos os arranha-céus de Sydney, num horizonte mais distante. Alguns casais levam queijos, uvas e champanhe para o topo dos penhascos e celebram o pôr do sol num dos cenários mais românticos que já conheci. Outros, apenas correm em meio às trilhas para deixar corpo e alma em forma. Até crianças acompanham os pais nas trilhas, num ritmo mais devagar, curiosas por tudo. Um mangue no meio da trilha, no alto de uma montanha destoa completamente da paisagem e hipnotiza quem passa por ali, com sua beleza e sons inusitados. Grilos, sapos e pássaros compõem uma sinfonia única no lugar, que se assemelha ao som das músicas dos aborígenes, me fazendo questionar o quanto a natureza os inspirou na criação de sua arte.


O passeio é incrivelmente belo e profundamente inspirador. Não acredito que conhecer Manly, sem caminhar pelas trilhas, sem apreciar um pôr do sol na graciosa Shelly Beach, à sombra de Kokaburras, ou no alto de um penhasco em frente ao infinito que une céu e mar, seja o suficiente. Por isso, se for à Manly, que seja de tênis, que seja acompanhado e que seja aberto a perceber o divino nas formas, nas cores e nos sons da natureza!

Um comentário:

michelle assafe disse...

Obrigada pela linda postagem!! Amei!