quinta-feira, 14 de abril de 2011

Circulando por Melbourne: os dilemas dos viajantes!

Os típicos e práticos trams, para o bem de todos!

Bikes tradicionais para alugar na Federation Square...

Ou bikes customizadas*, para os mais criativos!

Bus na faixa no centro, pra quem curte uma mamata!

Ou skates para os mais radicais...

O que não dá é  pra ficar parado!

Depois de encarar em torno de 20 intermináveis horas de viagem para chegar à Austrália, a maioria das pessoas que vem para passar um tempo aqui precisa tomar algumas difíceis decisões. A primeira é entre comprar ou não comprar um carro.

Isso porque todo mundo que vem para cá tem o desejo de explorar o país e como as distâncias são muito grandes entre uma cidade e outra, fica muito caro viajar de trem, ônibus ou alugar um carro. Para ponderar esta escolha, saiba que muitas concessionárias vendem carros usados a preços bem razoáveis (já vi carros a venda por 500, 600 dólares) e compram os veículos de volta, a um valor decente, quando o proprietário quiser revendê-lo. Se a pessoa pretende utilizar o carro no dia a dia e para viagens de final de semana, pode compensar mesmo comprar o carro. Mas é preciso colocar no papel os gastos com seguro, combustível, manutenção, garagem, estacionamento...

As viagens longas saem mais em conta quando feitas de avião do que de carro, trem ou ônibus. Para alguns trajetos, é possível achar passagens a partir de 35 Dólares por perna em empresas low cost, como a Jet Star e Virgin Blue.

No caso de o viajante preferir utilizar o transporte público no dia a dia e dispor de um carro apenas para algumas viagens próximas e menos frequentes, pode compensar alugar um veículo. O aluguel de um econômico com GPS custa aproximadamente 100 Dólares por dia, mas quanto mais dias com o veículo, menor o valor final da locação. Para ter uma noção dos gastos, a dica é comparar os preços cobrados por diferentes locadoras. O site Compare CarRent faz a cotação de algumas locadoras. Lembre-se que quanto mais longa for a viagem, maior será a conta do combustível. Então, se houver mais pessoas para partilhar as despesas, melhor!

Quem optar por alugar um carro deve possuir carteira de habilitação válida acompanhada de uma tradução para o inglês, ou ter a carteira internacional de habilitação, que se tira em autoescolas a um preço bem salgado ( paguei 300 Reais!)

Eu e o Mário preferimos não comprar um carro, porque o transporte público de Melbourne é bastante eficiente. A população, entretanto, não concorda comigo, e a maioria aqui tem seu próprio carro, o que causa um trânsito bem pesado em certos horários.

Temos aqui a nosso dispor, o metrô de superfície, os trams e os ônibus. As rotas são muito fáceis de compreender, dão conta da cidade inteira e os passes podem ser comprados via online, em lojas de conveniência, em estações de trem e nos próprios trams (com moedas, nas máquinas automáticas). A questão aqui é qual tipo de passe comprar: os passes avulsos, ideais para o uso for eventual; os passes semanais, se o uso for mais frequente; ou comprar o cartão recarregável Myki, que tem algumas restrições e condições de uso, mas é um pouco mais em conta que os outros, se o uso for frequente. Os passes semanais custam por volta de 30 Dólares por semana e os mensais 120. Eles dão direito a utilizar tanto os metrôs, quanto os trams e ônibus. Seja qual for a opção de passe, é preciso ter sempre em mãos o tíquete válido, porque sempre entram fiscais conferindo, e na falta do tíquete, a multa é cara, imediata e certeira!

Nas regiões mais próximas ao centro da cidade, também há uma linha de ônibus e de tram gratuita. O bondinho é uma graça, estilo vintage, e funciona como um city tour, com narração dos pontos de interesse e paradas estratégicas. Um passeio obrigatório, ou uma carona imperdível para quem passeia pelo centro...

Há ainda uma opção mais romântica e privè de passear, as carruagens vitorianas. Elas circulam aos montes no centro da cidade, partindo da Swanston St.

Outro dilema bem frequente é entre comprar ou não uma bicicleta. Isso porque a cidade é toda plana, linda e cheia de ciclovias, muito convidativa ao exercício. Eu e o Mário ficamos muito em dúvida em comprar ou não as bikes, mas desistimos, por algumas razões:

1) o preço: bikes de segunda mão podem sair por volta de 70 dólares; as de supermercados saem por volta de 100 e as de lojas especializadas custam de 200 a 5000 dólares. Some a estes valores o preço do capacete – aproximadamente 30 dólares, da corrente – 20 dólares e do cadeado, mais uns 20 dólares. Pois é, ficou caro e ninguém iria comprar nossas bikes usadas; 2) o clima: estamos entrando no outono e daqui pra frente, até outubro, o tempo só tende a piorar, com muito frio e muitas chuvas, o que estraga os passeios; 3) o medo: sim, medo de sermos atropelados, porque apesar das ciclovias, acontecem muitos acidentes; medo de cair, porque os ciclistas dirigem feito loucos; medo de roubarem as bikes, porque apesar de muito segura, o crime mais comum aqui é roubo de bikes.

Em vários locais da cidade, no entanto, para quem preferiu não comprar uma bike, há centenas delas para alugar. Os preços variam de acordo com o número e horas, dias ou meses que se pretende utilizá-las. Prático e pode ser mais econômico também! Mas para quem vai ficar bastante tempo (e vai pegar o verão e a primavera) e é bom nos pedais, acho muito válido comprar uma magrela e encarar feliz o rombo no orçamento!

Para os turistas menos dispostos, um consolo são os inúmeros de taxis, circulando o dia inteiro por toda a cidade. As corridas custam caro, porque tudo é muito longe, mas podem quebrar um galho na hora da fadiga geral.

Além dos carros e bikes (próprios ou alugados), dos trams, ônibus, carruagens, metrôs e taxis, existem também as opções alternativas e igualmente legítimas de transporte, como os patins, patinetes, skates, bikes horizontais* e até os próprios pés, para circular pela cidade. Com tantas alternativas, são mesmo muitas as dúvidas e os dilemas que os viajantes enfrentam até escolher como transitar, mas todos eles podem ter uma certeza: a de que seja lá qual for o meio de transporte escolhido, em Melbourne, só o que não dá para fazer é ficar parado!

2 comentários:

Turquezza disse...

Muito bem explicadinho, valeu mesmo!
Beijos.

Aluguer de Carros disse...

Realmente, em Melbourne não é para ficarmos parados. Há muita escolha. para quem não quer ficar à "sombra da bananeira" durante as férias, este é um excelente destino de férias.